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20-Fev-2010

TESE SOBRE JUVENTUDE


JUVENTUDE QUE OUSA LUTAR, CONSTRÓI O PODER POPULAR!

1)     A juventude é um grupo social com seus costumes, normas de condutas e gostos. Apesar de seu caráter específico, a juventude não existe independente das classes e setores sociais. Sua atividade política deve ocorrer dentro do marco de desenvolvimento da luta de classes, sem substituí-la pelo denominado “conflito geracional” ou pela “revolução dos jovens”.

2)     O movimento juvenil é uma força social em conexão com as lutas da classe trabalhadora, partindo da tarefa da transformação radical da sociedade. Desde este ponto de vista, o movimento juvenil não é de caráter unívoco, inclui correntes ideológicas e políticas que se diferenciam marcadamente entre si, de um lado as correntes que se identificam com a cultura política socialista e comunista, e de outro os sectários, os reformistas, os direitistas e os fascistas.

3)    A origem social não determina automaticamente a ideologia e as atitudes políticas dos jovens. Influem sobre eles os fatores econômicos, sociais, culturais, políticos e ideológicos mais diferentes, assim como diversas forças sociais que procuram captar a compreensão e o apoio da juventude.

4)     No capitalismo, a juventude vive enclausurada pela opressão política, social e econômica. Porém os jovens são sensíveis às idéias e aos valores da cultura política socialista e comunista, tem afinidades com as idéias de solidariedade e da organização da classe. Os jovens ao se identificarem com elas não o fazem de maneira simples, nem imediata, e sim vencendo distintas influências da ideologia pequeno-burguesa e das ilusões do revolucionarismo sectário e do social-reformismo. A impaciência, o individualismo, o extremismo e a instabilidade são alguns exemplos dessas influências.

5)    Apesar da grande ofensiva ideológica do capital e do imperialismo, estamos seguros que os jovens continuam sendo potenciais depositários de transformações políticas e sociais, sem desconhecer a grande influência que exerce o mercado através das industrias culturais.

6)   Reconhecemos que está em curso uma colossal batalha de idéias acerca de qual é o espírito dos jovens desta época. Assumimos a construção da juventude como um campo de combate em que se desenvolvem as relações de poder e por tanto a produção cultural está mediada pelas representações dominantes sobre o significado de ser jovem. Por esta razão,  nesta dura luta ideológica continuaremos defendendo o jovem como sujeito de transformações.

7)     Uma das batalhas ideológicas a ganhar, é precisamente a da recuperação do sentido político do juvenil em um mundo onde as transformações políticas, econômicas e culturais vem tornando mais complexa a compreensão das formas que adquirem a luta de classes na sociedade contemporânea. As mudanças operadas no mundo do trabalho estão proporcionando a incorporação cada vez maior da força de trabalho juvenil em condições de precariedade, sobre-exploração e instabilidade.

8)      As lutas da juventude brasileira vem se caracterizando em geral pelo seu caráter espontâneo, pois não conseguem avançar em nível de organização, coordenação e unidade.  A participação de jovens nas campanhas e ações nacionais dos movimentos sociais e populares são importantes, embora estejam ocorrendo de maneira fragmentada e sem regularidade. Como conseqüência, prima a dispersão e a despolitização do movimento juvenil, situação que deixa exposta a juventude aos mecanismos de manipulação e dominação ideológica do capitalismo.

9)     O debate sobre Políticas Públicas para a Juventude vem se fortalecendo nos espaços institucionais. A primeira Conferência Nacional de Políticas Públicas para a Juventude realizada em Brasília no mês de abril de 2008 foi convocada e hegemonizada pelo Governo Lula e as juventudes dos partidos que compõem sua base de sustentação (JPT, UJS, JSB, JSPDT, JPMDB, JPPL). Neste debate sobre Políticas Públicas para a Juventude a tendência que se observa é a substituição das lutas a partir do Movimento Estudantil, Sindical, Popular e Social pela ação privilegiada nos espaços institucionais como Coordenadorias de Juventude, Secretárias de Juventude e Conselhos. A UJC deve participar destes espaços institucionais sempre apontando os limites e as incongruências das Políticas Públicas gestadas a partir de governos conservadores e liberais.

10) Importantes articulações nacionais da juventude surgiram durante o último período. A Juventude da Via Campesina - Brasil protagonizou importantes articulações de ações e lutas unitárias como a Jornada Nacional em Defesa da Educação Pública (2007) e o Encontro da Juventude do Campo e da Cidade (2009). A UJC vem se solidarizando e apoiando estes espaços. Para o próximo período de lutas da juventude brasileira a UJC deve buscar ampliar as ações e lutas na perspectiva de construir uma plataforma de lutas unitárias capaz de impulsionar a luta da juventude brasileira rumo ao socialismo.

11) A UJC pretende ser uma das expressões mais avançadas da consciência socialista e revolucionária da juventude brasileira. A UJC é um bastião na luta anticapitalista e antiimperialista. Sua razão de ser está na necessidade de se ter um instrumento organizativo das lutas dos jovens comunistas no Brasil e de ser o elemento consciente dos processos espontâneos através dos quais os jovens manifestam seu inconformismo e sua rebeldia.

12) A UJC não é um fim em si mesma. Através da UJC a juventude comunista deve trabalhar para oxigenar e fortalecer as expressões espontâneas da luta contra-hegemônica. As causas da juventude que os levam a mobilizar-se, também são nossas causas. Identificar e apoiá-las onde quer que tenhamos presença, constitui uma das tarefas da UJC no próximo período.

13) O papel da UJC consiste em ganhar os jovens para a luta pelo socialismo no Brasil e no Mundo. Para tal fim, sua tarefa central é contribuir para a organização e luta dos diferentes setores da juventude, especialmente os estudantes e a juventude trabalhadora, através do trabalho cultural como componente básico de nossas ações políticas com a juventude. 

14) No próximo período devemos concentrar nossos esforços para elevar o nível ideológico, político e organizativo da UJC e fortalecer sua identidade com a linha política e o projeto revolucionário do PCB, ligado a um processo de consolidação da presença e iniciativa comunista nos setores da juventude e suas diferentes expressões, aprofundando a compreensão sobre a situação onde atuam.

15) A UJC fará das atividades de formação política e agitação e propaganda instrumentos principais para ampliarmos nossa capacidade de dar direção política às lutas da juventude, incorporando novas tecnologias da informação e lutando pela democratização da comunicação.

16) Igualmente a UJC tem como prioridade a ampliação dos seus recursos materiais e financeiros como eixo central da estabilidade organizativa a nível regional, estadual e nacional. Estas linhas político-organizativas constituem as coordenadas principais para o próximo período, que em seu conjunto devem redundar no crescimento quantitativo do número de militantes e estruturas em todo o pais, e qualitativamente no aumento da influência política da UJC nos diversos setores da juventude brasileira e na vida política nacional.

17) Está na ordem do dia para a UJC a campanha: O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO! A UJC se empenhará na construção de um amplo movimento nacional que buscará através de um plebiscito e outras formas de luta a REESTATIZAÇÃO DA PETROBRÁS (como empresa pública e sob o controle dos trabalhadores). Devemos cumprir nosso papel histórico nesta campanha, combatendo os leilões das bacias petrolíferas promovidos pela ANP e trabalhando para que, em particular, as entidades do movimento estudantil e da juventude, de forma geral, se engajem na campanha sem subterfúgios e vacilações.

18) Reafirmaremos neste congresso nosso objetivo de organizar os jovens comunistas. ”Os jovens brasileiros encontrarão na UJC um instrumento fundamental na luta contra a exploração do capitalismo e pelo socialismo. Uma juventude que construirá a luta pela hegemonia socialista na sociedade, atuando na perspectiva de superação da atual ordem social” (Congresso de Reorganização Nacional – 2006).

19) Parte integrante do processo de Reconstrução Revolucionária do Partido Comunista Brasileiro – PCB a União da Juventude Comunista se apresenta como alternativa de organização para os jovens que ousam lutar pelo poder popular e pelo socialismo. Atentos aos desafios do próximo período de lutas a militância da União da Juventude Comunista se prepara para dar passos firmes se consolidando em diferentes frentes de luta, em cada canto do Brasil.

 


 
 
 
 

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