A decisão foi motivada pela abertura das negociações com o reitor Helvécio Luiz Reis. Ele chegou de Brasília na quarta-feira à noite e se reuniu quinta-feira com os alunos por mais de uma hora.
"Todas as nossas reivindicações foram atendidas. Nossa luta foi vitoriosa", comemorou o secretário de comunicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e estudante de filosofia, Isaac Cassemiro Ribeiro, que se mostrou satisfeito com a boa vontade do reitor, que negociou pessoalmente com as lideranças do movimento.
Ficou estabelecido em documento assinado por representantes dos estudantes e da reitora que proposta de criação da pró-reitoria de assistência estudantil estará na pauta do Conselho Universitário (Consu).
Também ficou acordado que a maior parte dos R$ 419 mil que a universidade ainda receberá do Plano Nacional de Assistência Estudantil, do Ministério da Educação (MEC), será destinada à alimentação.
O item foi um dos principais motivadores do protesto. O recurso liberado até agora pelo MEC, no valor de R$ 269 mil, foi aplicado integralmente na alimentação dos estudantes carentes, totalizando 180 beneficiados até o fim do ano. "Os recursos empregados são poucos para uma universidade que tem mais de 4 mil alunos", ressaltou Isaac.
"Propusemos também a criação do Fórum mineiro de Assistência Estudantil para manter atual o debate sobre essa importante política de permanência na universidade", relatou o diretor de políticas educacionais da UNE, Alexandre Silva (Cherno).
Uma comissão formada por três membros da reitoria e três representantes do movimento estudantil ficará encarregada de concluir, ainda hoje, um projeto detalhado para a utilização do dinheiro. Segundo Isaac, a reitoria interferiria para assegurar à Justiça que o mandado de reintegração de posse teria sido cumprido.
Veja o vídeo da Ocupação produzido pelos estudantes
http://www.youtube.com/watch?v=GkMjV4CBOn0
Fonte: UNE