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O jornalista foi enterrado no dia 7 de setembro em Botafogo. Segundo nota do Secretariado Nacional do PCB, Fausto "era um verdadeiro comunista: nunca se curvou aos poderosos e aos inimigos de classe".
Nota do Secretariado Nacional do PCB:
Rendemos nossa homenagem a Fausto Wolff, escritor e jornalista, revolucionário, internacionalista, grande amigo do nosso Partido, cujo exemplo de vida ficará para sempre em nossa lembrança. Fausto não apenas se dizia comunista. Era um verdadeiro comunista: nunca se curvou aos poderosos e aos inimigos de classe; jamais conciliou com oportunistas, bajuladores, carreiristas e traidores. Seu legado e sua memória continuarão a serviço da luta por um mundo sem opressores nem oprimidos. Camarada Fausto Wolff, presente! Secretariado Nacional do PCB 7 de setembro de 2008
Mensagem de Fausto Wolff, por ocasião da fundação da Casa da América Latina, em 31 de agosto de 2007, no Rio de Janeiro:
Depois de voltarmos as costas de modo arrogante e indelicado para a América Latina, preferindo nos comportar como tietes de Portugal, Inglaterra, França e dos Estados Unidos, parece que desta vez um grupo de pessoas corajosas e inteligentes entendeu que o Brasil é parte importantíssima da América Latina. Em boa hora surge a Casa da América Latina, para urgentemente promover encontros culturais, políticos e sociais com nossos irmãos abaixo do Equador. É um absurdo que conheçamos intimamente a vida de uma atriz norte-americana e pouquíssimo saibamos sobre o Equador e até mesmo sobre o vizinho Uruguai. Somos vítimas de um corte cultural que teve início com o golpe militar de 64 quando começamos a perder nossa música, nossa arte, nossa imprensa e nossa identidade. Passamos a ser um povo que não sabe quem é, de onde veio e para onde vai; o povo ideal para o laboratório do neoliberalismo e a audiência ideal para o lixo cinematográfico americano, que ensina as crianças a se drogar, a roubar e a matar sem que atitude alguma seja tomada. Pior que o crime é a banalização do crime. Enquanto o Brasil não se reconhecer latino-americano, teremos poucas chances de nos tornarmos uma grande nação. Abaixo a violência e abaixo a elite que a produz. Longa vida à Casa da América Latina. Fausto Wolff
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