| Uribe persegue jornalista do PC colombiano |
| 25-Set-2008 | |
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O jornalista Carlos Lozano, diretor do jornal A Voz e membro do Partido Comunista Colombiano (Pacocol), está sendo perseguido pelo governo fascista de Uribe. Aqui leiam a nota do PCB em solidariedade ao camarada e um artigo denunciando mais uma atitude anti-democrática do governo colombiano.
Um processo infame contra Carlos Lozano Está sendo realizado em Bogotá o interrogatório de Carlos Lozano - membro do Comitê Central do Partido Comunista Colombiano, Diretor do semanário A VOZ e integrante da Direção Nacional do Pólo Democrático Alternativo - sob a acusação de supostos vínculos com as FARC, por haver "se excedido" em suas funções de mediador, dizem os acusadores. Alguns dizem que as acusações incluem até o terrorismo e, segundo um comentarista de imprensa, por "não haver feito os esforços necessários para que o PCC renegasse a teoria da combinação de todas as formas de luta". É óbvio que não é um julgamento contra uma pessoa. Inicia-se, na Colômbia, um processo de repressão contra o Partido Comunista Colombiano e contra os sobreviventes do genocídio da União Patriótica. Os autores e cúmplices do genocídio contra a UP e o PCC estão ansiosos. O Vice-presidente Santos saiu repentinamente de seu silêncio prolongado para lançar sandices e impropérios contra o Partido Comunista e contra a União Patriótica. O jornal O Tempo, de sua propriedade, publicou um texto de um militar especialista em difamação. Nota-se claramente que se trata de uma campanha articulada. Entre outras coisas, buscam desesperadamente atenuar a sentença que a Corte Interamericana deverá aplicar contra o Estado colombiano, pelo genocídio contra a UP e o PCC. Será a maior condenação que algum Estado já terá recebido nestes organismos. Contra Carlos Lozano não existem elementos para nenhum julgamento. Trata-se de uma aberta perseguição política do governo através de uma questionada Promotoria. Será que a acusação de terrorismo tem a ver com a bomba que explodiu no semanário A Voz, em Bogotá, quando Carlos já era seu Diretor? Ou se refere a outra poderosa bomba que deixaram em frente à nova sede de A Voz e que não conseguiu explodir, há apenas dois anos atrás? Ou as tantas vezes que os seguranças ou o próprio Carlos enfrentaram agentes que os seguem provocativamente por toda Bogotá? O processo que se pretende instaurar na Colômbia trata de dois crimes muito especiais: o crime de opinião e o crime de sobrevivência. Não se pode pensar diferente de como pensa o príncipe, porque isso é um crime. E o outro crime, muito mais grave, mais condenável e perseguido com furor e paixão pelo uribismo é o crime de sobreviver. Carlos Lozano, como a maioria dos atuais dirigentes do Partido Comunista Colombiano, pertence a uma geração de dirigentes que sobrevivem aos mais espantosos genocídios e perseguições. Uma geração que perdeu os seus melhores amigos e camaradas, que um a um foram caindo crivados pelas balas do regime. Deste mesmo regime que hoje julga os sobreviventes. Sobreviver agora é subversivo. Leonardo Posada, José Antequera, Bernardo Jaramillo, Millar Chacón. São só alguns nomes dessa geração liquidada. Junto a outros um pouco mais velhos, como Manuel Cepeda, Jaime Pardo Leal, Teofilo Forero e outros cinco mil mortos. Não seria nada estranho que, de acordo com a lógica de Uribe e de Santos, eles também sejam chamados a julgamento. Podiam acusá-los talvez de morte ilícita. De terem se excedido em suas mortes. Ou algo parecido. Pode-se esperar qualquer coisa deste regime putrefato do uribismo. Por isso, se requer agora, sem hesitações e sem titubear, a maior solidariedade anti-fascista. "LATINO-AMERICANOS, UNI-VOS" por Juan Cendales (site Rebelión) com tradução de Ítalo Rocha NOTA DO PCB EM SOLIDARIEDADE A CARLOS LOZANO: O PCB (Partido Comunista Brasileiro) vem a público manifestar sua irrestrita solidariedade ao jornalista Carlos Lozano, diretor do semanário colombiano A VOZ, que vem sendo perseguido pelo governo fascista da Colômbia, por ser um dos principais defensores da democratização do país e por uma saída política negociada para o conflito colombiano. Carlos Lozano está sendo processado por delito de rebelião, acusado de ter tido contato com as FARC-EP. O absurdo reside no fato de que o jornalista teve contatos com o grupo insurgente exatamente porque foi designado, pelo próprio Estado colombiano, como membro de uma Comissão de Notáveis, com a tarefa de intermediar negociações que, aliás, foram interrompidas, em 2002, pelo próprio atual governo, ao qual não interessa o fim do conflito. É evidente que se trata de um processo meramente político, anti-democrático, que deve ser vigorosamentre repudiado. Em verdade, é mais uma tentativa de intimidar e calar a oposição colombiana e, neste caso, um dos jornais mais corajosos em oposição ao governo Uribe, servil aliado do imperialismo. Brasil, agosto de 2008
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